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Ruínas

“Abóbada de um templo romano” é a designação com que o “pai” da arqueologia portuguesa, o humanista André de Resende, assinalou a velha ábside que, na sua época, sobressaía da terra fértil em velhas inscrições romanas e outras antiqualhas, junto à Ermida de São Miguel de Odrinhas.


Essas ruínas foram visitadas ao longo dos séculos e suscitaram as mais diversas interpretações: no séc. XIX, António Gomes Barreto e Gabriel Pereira continuam a chamar-lhe templo romano. Nos inícios do séc. XX, Félix Alves Pereira vê ali a estrutura de um antigo mausoléu e Vergílio Correia a de um baptistério paleocristão. As escavações vieram apenas nos anos 50, com Fernando de Almeida, e então deu-se como coisa certa tratar-se de uma basílica paleocristã.


Hoje, porém, as dúvidas persistem: Justino Maciel retoma a hipótese do mausoléu, conferindo-lhe, no entanto, data tardo-romana; Pedro Palol acredita na basílica cristã, mas adianta-a vários séculos; Cardim Ribeiro defende estarmos, muito simplesmente, perante a exedra, ou sala nobre, da villa romana em que estruturalmente se insere, provida de um espaço para triclínio e datável de inícios do séc. IV d. C..


As ruínas da villa romana de São Miguel de Odrinhas e, até certo ponto, a própria ermida - que continua aberta ao culto -, funcionam como extensões ao ar livre do próprio Museu que foi construído em estreita articulação com esta estação arqueológica. Por detrás do Museu, ergue-se um outeiro onde afloramentos e menires se misturam, sincretizando num espaço outrora sagrado a obra do Homem e a da Natureza.


As Ruínas de São Miguel de Odrinhas encontram-se classificadas como imóvel de interesse público através do Decreto n.º 42692 de 30 de Novembro de 1959.



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